Quero votar!

 
 

Quero votar!

 

 

por Mariana Mortari

A cidade era uma qualquer. Miolo esquecido de um estado que talvez mal constasse no mapa.

A mulher mal acabara de entrar no carro e já ouvia o celular tocar dentro da bolsa. Praguejou. Olhou em volta, não pensando em possível desculpa para ignorar o toque irritante. Resolveu apenas atender.

- Alô.

- Filha?

- Bom dia, mãe.

- Está ocupada?

- Indo votar.

- Eu quero votar.

A mulher respirou fundo. Todo ano de eleição, a mesma história. Em um país onde muitos desejariam não ter que votar vez alguma, ela não entendia a necessidade da mãe, no auge de seus 80 anos, de votar.

- A senhora não precisa, mãe. Já passou da idade.

- Eu quero votar.

- Mas, mãe, a senhora vota na puta que pariu!

- Mas, eu quero votar.

- Não, mãe. Fica em casa.

- Tsc... Que absurdo. Negando favor à própria mãe.

- Mãe, não começa.

- Não, tudo bem. Não precisa se incomodar. Eu vou de ônibus.

- É outra cidade, mãe, o ônibus não passa lá.

- Vou andando.

- Pra Uru? Deixa disso.

- Eu quero votar!

Respirou fundo. Sabia que a discussão com a mãe não acabaria tão fácil e resolveu ceder, analisando as rugas pelo retrovisor, pensando quantas não eram fruto de conversas com a mãe.

- Tá bom. Eu te levo. Só preciso votar e já passo aí.

E foram-se as horas de viagem, o dia aparentemente perdido, a história sobre a “vadia da vizinha”, que bateu boca com o marido no meio da rua na noite anterior.

- Mãe, por que você quer tanto votar?

- Porque é meu direito de cidadã. Porque preciso exercer o meu direito de ajudar o país a escolher um bom governante. Sabe, filha, o moço na tevê falou isso. Concordei em tudo. Sou cidadã. Quero ajudar. Quero votar.

- Certo.

Estacionou o carro enquanto esperava a mãe voltar da urna, acendendo um cigarro e batendo as cinzas pela janela do carro de forma impaciente. Minutos depois e lá estava a mãe de volta.

- Pronto.

- Votou, é?

- Votei.

- Posso saber em quem?

- Em nenhum. Anulei.

 

 

Por Silly May às 14h29
Categoria: Universo Pseudo-literário


Bola na rede e o país pra escanteio

 
 

Bola na rede e o país pra escanteio

 

Mariana Mortari
1o ano de Jornalismo matutino - UEL

 

E, de quatro em quatro anos, é sempre a mesma história. Aquele ano em que você começa no Carnaval, passa por um surto de futebol na Copa e, no fim, ainda te dizem que precisa votar pra “ser brasileiro”.

2010 foi bem assim, mesmo que eu não me lembre muito do Carnaval deste ano, já que decidi dormir ao invés de festar e ver a zona toda e os desfiles, mas duvido que tenha sido muito diferente do que posso me lembrar de 2009.

E aí teve a Copa e aquele clima patriota que parece que contagia todo mundo. Bandeiras penduradas nas sacadas, todo mundo usando verde,... Não estou me queixando do clima da Copa. Eu queria muito que os brasileiros fossem patriotas assim durante todo o ano e todos os anos.

Só que aí vem o problema do querido ano de Copa do Mundo: o momento em que a Copa acaba.

Porque é só a Copa acabar, que começa a corrida de campanhas políticas, as faixas, horário eleitoral obrigatório, telefonemas de gravações de candidatos te convencendo a votar em fulano ou sicrano. E neste ano, ainda tivemos o agravante de problemas chamado Twitter.

A estudante de Design da Moda e Letras e moradora de João Pessoa, na Paraíba, Isabela Cavalcanti, diz que esse patriotismo periódico é pura hipocrisia. “Os brasileiros só valorizam o país quando sabem que há a chance de alguma conquista, tanto é que esse clima patriota da Copa do Mundo acabou assim que o Brasil foi eliminado. E nas eleições é a mesma coisa. Para não se sentirem parte da política vergonhosa do Brasil, muita gente tenta fugir dessa responsabilidade”, explica a paraibana de 19 anos.

Com essa idéia de “fuga da responsabilidade”, muitos citam o tal “voto de protesto”, considerado por muitos como uma forma mal pensada de protesto contra a corrupção na política brasileira.

A respeito disso, o estudante Julio Aranda, 19 anos e morador de Santana do Livramento, no Rio Grande do Sul, diz acreditar que a intenção seja boa para chamar a atenção e deixar mais evidente o tipo de candidato despreparado patrocinado pelos partidos políticos brasileiros, mas considera irresponsabilidade do votante. “As pessoas podem estar colocando no poder alguém sem nenhuma noção, que só vai piorar tudo e gerar mais corrupção, aproveitar mal as verbas e coisas do tipo”, conta o gaúcho.

E se vocês acham que a coisa está feia agora, imaginem como vai ser 2014...

 

 

Por Silly May às 13h59
Categoria: Discorra sobre...


Em caso de cegueira, não leia.

 
 

Em caso de cegueira, não leia.

Para quem não me conhece, eu acho que um dos grandes hobbies da minha vida é a apurrinhação de médicos. E como eu amo isso! Marcar consulta, reclamar da vida, ganhar receita de remédios, fazer trocentas perguntas sobre medicamentos, que incluem os efeitos, para que servem, que horário é melhor para tomar e os zilhões de “se” que conseguem tirar qualquer um do sério.

E eis que ainda outro dia estive no ginecologista para tentar resolver aquele probleminha básico de cólicas que me acompanha há uns anos.  Tive que ir me consultar em outro médico, já que consegui a façanha de ter minha consulta desmarcada CINCO vezes pela última.

Já logo de cara o doutor me perguntou se o meu problema era sobre cólicas. Achei incrível. Eu sei, até porque as pessoas não cansam de me lembrar, que eu tenho cara de criatura com cólica. E disso você pode entender que eu passo longe de expressar simpatia logo de cara. Só não sabia que a situação estava tão tensa assim.

Como eu também tenho esse péssimo hábito – ou não tão péssimo, sei lá eu – de ser extremamente direta e falar mais do que devia às vezes, já saí perguntando se algum contraceptivo resolveria não só as cólicas, mas as minhas dores de cabeça, o estado de sono eterno, a TPM, o inchaço e as malditas espinhas que vêm todos os meses me lembrar de que eu estou para entrar na “semana do pesadelo feminino”.

Juro aqui para vocês que achei que o médico fosse ironizar me perguntando se eu queria uma pílula que fizesse suquinho e me deixasse 15kg mais magra em uma semana também, mas ele começou a escrever alguma coisa em um papel de receita e me entregou, falando que aquela pílula resolveria todos os meus sintomas de mulherzinha e até daria uma melhorada na pele.

Foi mágico. Juro. Não sei por que só me indicaram isso agora. Podia ter me poupado os últimos sete anos de sofrimento desnecessário.

Bom, passei na farmácia, comprei o remédio e no outro dia peguei o ônibus de volta para minha querida nova casa em Londrina. Sim, porque aparentemente o meu plano de saúde genial só serve pro estado de São Paulo, então eu tive que ir até Bauru para fazer uma consulta.

A história toda foi só para ilustrar o contexto do que vem a seguir.

Na quinta passada eu estava aqui no apê, enrolando para começar a preparar meu magnífico seminário sobre a TV por assinatura no Brasil, quando resolvi ler a bula do remédio para ver se tinha esquecido de perguntar alguma coisa no dia da consulta e assim, quase como um presente, essa pérola surge no meio das indicações:

“Em caso de cegueira parcial ou completa, procure um médico.”

Pois é, porque se eu estivesse CEGA e não tivesse lido a bula, procurar um médico nunca passaria pela minha cabeça. Valeu aí pela dica, Yasmin.

Por Silly May às 23h29
Categoria: What the fuck?


Conversas e álcool: Nunca confie.

 
 

Conversas e álcool: Nunca confie.

Confesso que estou há dias adiando o post só para ver se alguma idéia genial brotava na minha cabeça, mas agora notei que já não posto há mais de uma semana e acho que tá na hora de parar de adiar.

A grande verdade que se pode tirar disso aí é que a minha cabeça é um poço sem fundo. Eu sei que as idéias estão ali pairando em algum lugar, mas puxá-las para fora é quase impossível.

Eu acho que qualquer blogueiro já deve ter passado por uma dessas, quando você está conversando com alguém e as idéias simplesmente brotam. O incrível disso é que você nunca tem como anotar alguma coisa nessas horas.

Outra coisa que daria assunto pra posts geniais é conversa de bêbado. É realmente uma pena que as pessoas não se lembrem dessas conversas no dia seguinte. Legal é quando a sua colega de apê te diz, no dia após aquela festa absurdamente aloprada, que você a ligou a cobrar falando toneladas de pontos e vírgulas de inutilidades das quais você não fazia a mínima idéia de ter dito a alguém.

É absurdamente interessante chegar para aquele seu amigo que bebeu demais no sábado à noite e contar qualquer coisa que ele tenha aprontado durante o porre. Aquela ruga de preocupação ao maior estilo “Socorro! O que mais será que eu fiz?” e o olhar de “Não me lembro dessa porra, hein?!” valem ouro. Acho que não deviam nunca perder a chance de registrar coisas como essa.

Enfim, esse post absurdamente sem graça está aqui só para que eu pudesse comentar que foi exatamente essa expressão da ruguinha e do olhar perdido que eu fiz quando fui pedir desculpas pra colega da faculdade por não ter falado com ela na cervejada de sábado e ela me dizer que eu falei sim com ela quando estava “meio altinha”.

Sério. Dá um puta medo, jowzada.
Se beber, cale a boca. Ou peça a algum amigo para te vigiar, pelo menos.

Por Silly May às 17h26
Categoria: Desabafos de Dondoca


Maria e suas glórias...

 
 

Maria e suas glórias...

Eu vivo pensando que não tem jeito mais chato de ser acordado do que quando algum puto entra no quarto e acende a luz pra te perguntar alguma coisa. I mean... As pessoas devem achar que você não consegue ouvir com a luz apagada ou coisa parecida.

Você lá, dormindo, quietinho e sossegado, sonhando com perseguição de dinossauros e amigas assassinas com frigideiras (e talvez isso pudesse ser tema para um outro post...), quando uma pessoa nem tão linda e  tampouco absoluta acende aquele porrete de lâmpada bem na sua fuça e grita “OW, TÁ ACORDADA?”. Claro, né, amor, você já fez questão de garantir isso.

Essa é uma daquelas situações ao estilo tia gorda com o rego aparecendo: TODO MUNDO já passou por uma. E deseja não ter passado. Não mesmo.

Mas, só para não quebrar o maldito ritual de postagem, isso tudo aí foi só uma introdução pro assunto real que é o telefone.

O telefone, meus amores, é um dispositivo de telecomunicações que converte energia acústica em elétrica na emissão, envia os sinais convertidos por vias telefônicas e os converte novamente em sons na recepção. Foi inventado, não por Alexander Graham Bell, como costumam nos dizer por aí nos pontos de ônibus e escolas primárias da vida, mas sim pelo italiano Antonio Meucci em meados de 1860 e blábláblá... Não vem ao caso dizer agora, mas, para quem quiser ler o artigo na Wikipédia, fique à vontade.

Enfim... O telefone. Querido amigo telefone, o verdadeiro jeito mais chato de ser acordada num sábado de manhã.

Eu nem lembrava mais que era um sábado, já que a história que eu pretendo contar - se não parar de aumentar o post – aconteceu há algumas semanas atrás, então gritei aqui para a Laís, que me acompanha nessa nova vida de dona-de-casa desleixada, para ver se ela lembrava, e pelo "jamais me esquecerei" do fim da resposta, eu percebo que a história pode ter realmente sido mais traumática para ela do que para mim.

Bom, era um sábado. Se não me engano, por volta das nove da manhã ou coisa assim. Foi quando o telefone – o maldito telefone -, que fica em cima da escrivaninha do quarto da Laís, começou a tocar. A partir disso eu não lembro quanto tempo se passou, só que esgotei meu repertório matutino de palavrões e xingamentos enquanto uma Laís versão Hulk-tirado-do-coma-contra-a-vontade levantava pra atender à ligação.

"Alô...". "Oi! Eu poderia falar com a Maria da Glória? Ela se encontra?". "... Aqui não mora nenhuma Maria da Glória". "... Não?". Tu tu tu.

Eu juro para vocês que podia imaginar perfeitamente a expressão de PUTA-QUE-O-PARIU-EU-MATO-ESSE-FILHO-DA-ÉGUA que provavelmente ela tinha na cara, mas, como estava muito ocupada segurando a gargalhada e não consegui levantar pra filmar o mau humor da criatura, eu não tenho como descrever a situação.

Não basta ser acordada com uma porra de ligação. Tem que ser com um ENGANO!

E o agravante é que a mesma criatura ligou de novo por volta das três da tarde, dessa vez procurando por uma tal de Maria Ilda. Vai ver ele quis confirmar que a tal Maria não tava aqui brincando de esconde-esconde ou coisa parecida. Sei lá, né?!

 

Por Silly May às 19h20
Categoria: Desabafos de Dondoca


Slight Tremble in Words

 
 

Slight Tremble in Words

Só resolvi postar algo que escrevi há algum tempo e que queria compartilhar com vocês aqui. 

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Deslizes leves – raros - de um sábado à noite. O clima ameno da música a tocar parede a parede do quarto, a preencher onda e movimento em suspiros, palavras, toques.

Teu gosto impregnara minha pele alva, trêmula em espasmos que se demoram a passar, em êxtase de mais puro frescor, tão quente que me ferve a pele em arrepios.

Saber que é teu meu próprio controle e ver o corpo lamentar o toque que ressurge em lembrança, sentir o aroma que roubara de seus cabelos negros.

Tu conheces o calor que tem. Sabes o fogo que acendes por olhar, pelos olhos verdes fascinantes, fundos, profundos em desejo, em amor que é meu e a mim o guardo sem pretensão em dividir.

Odeio o tempo por tirar-te de mim, o sol – que não te faz jus – por roubar a luz que de ti emana na noite. Odeio o vento por levar teu cheiro na madrugada, por entre os carros parados na rua gélida de começo de inverno.

Eu te quero todo meu e não me posso culpar. Se desejo-te isolar para mim é por querer-te proteger, querer-te meu e só meu em uma ânsia de egoísmo que transborda. Não há ti para mais. Há ti para mim, apenas, em medida tão perfeita que me arrasa e dilacera em silêncio.

Querer-te, um poço de agonia. Sentir-te boca contra pele a umedecer lábios quentes. Amar-te e só, seja ao deixar que viva o grito em ápice ou sentir o toque morno dos braços ao meu redor.

O meu amor por ti é tanto que ultrapassa muros, defesas invisíveis contra algo que não se quer impedir.

- Silly May. às 21h46
Categoria: Universo Pseudo-literário


Projeto de "EnroLEItion"

 
 

Projeto de "EnroLEItion"

Ok, eu sei que acabei de postar e que blogueiro empolgado é uma coisa de louco mesmo, mas a minha querida Jeh acabou de me mandar uma notícia aqui que é de cair o cu da bunda, senhoras, senhores e senhoritas.

"Projeto de lei obriga publicidade a avisar sobre alteração em Photoshop

Texto em análise pela Câmara dos Deputados prevê multa de até R$ 50 mil a quem não incluir, na foto, aviso que a imagem foi retocada."

 (Por IDG Now! em 23 de março de 2010 às 19h22)

Se quiser conferir a matéria na íntegra, clique aqui.

Bom, para quem não entendeu o objetivo desse Projeto de Lei digamos... Um tanto quanto peculiar, imagine você, dona de casa, toda alegre e sirilampa com sua revistinha de moda, saúde, penteado e “como ficar mais bonita em 160 passos simples”, quando se depara com uma notinha no rodapé de uma daquelas imagens ilustrativas de dietas milagrosas: “Nem tente, trouxa. Você não vai ficar assim”. Ou então você, caro adolescente solitário, imagine dar de cara com “Vê essa gostosa aí? Isso não existe, babaca”.

Pois bem, a idéia é bem essa mesmo.

E a grande sacada disso tudo é: Por que raios eles pensam que nós não sabemos que aquilo tudo ali é Photoshop?

Nós sabemos que o bumbum não vai ficar durinho só com Total Shape. Nós sabemos que aqueles seios perfeitos são falsos (mesmo se for silicone, né?). Sabemos queActivia pode até melhorar o funcionamento do intestino com aquele lance de “Hey, seu intestino está funcionando regularmente?”, mas que nem por isso teremos aquela barriga perfeita que ilustra o comercial. Galera, nós sabemos.

Mas se um publicitário não puder usar desses meios do mundo moderno para tornar mais atrativo o produto que ele está tentando vender, como fica? Porque é claro que ler um “Tenha a pele linda assim” com um “Foto editada em Photoshop” logo abaixo torna o produto putamente atrativo, huh?

PORRA, BRASIL! Vamos arrumar um Projeto de Lei decente pra discutir, vamos?

E não se preocupem publicitários e empresários, estou fazendo uma mandinga pros deuses da conspiração obscura neste exato momento. Tenham fé.

- Silly May. às 16h04
Categoria: What the fuck?


Como (não) dormir na aula...

 
 

Como (não) dormir na aula...

Ando percebendo ultimamente que a criatividade só pula no meu colo quando eu não posso escrever. No ponto de ônibus, no banho corrido pra não se atrasar, no meio da aula de Fotojornalismo quando você tem aquele impulso fenomenal de prender as pálpebras com palitinhos pra não dormir... Só nessas horas é que esse maldito demoniozinho criativo dentro de mim resolve dar um hello.

E, acreditem, isso pode irritar até operador de telemarketing (porque, queira ou não, tem bicho mais paciente?).

‘To sentada aqui no quarto, de olho no relógio pra não me esquecer de tirar a comida do fogo e morrendo de vontade de fazer naninha e juro pra vocês que estou tentando desde segunda-feira e ainda não consegui um assunto pro post de hoje. Só espero que me baixe uma intervenção divina aqui e eu consiga pensar em algo diferente de comida, cama, leituras da faculdade e minhas unhas a fazer.

O mais incrível é que, desde que acordei, é só nisso aí que eu consigo pensar. Neste maldito sono que me fez quase babar durante a leitura na aula de hoje. Me senti umaputa guerreira tentando manter os olhinhos abertos e fazer as letrinhas pararem de dançar no papel, mas não teve jeito. Dormi mesmo. Mas que eu lutei bravamente... Ah, como lutei. Vencer o sono, minha gente, é trabalho que nem mesmo o Supermanconsegue. Garanto.

O que eu acho engraçado em tudo isso é o quanto o nosso interesse pelas coisas é algo poderoso. Afinal, quem aqui nunca tirou um cochilozinho breve de... Uma hora durante aquelas cansativas, medonhas e estressantes aulas de colegial? Mas na faculdade, as coisas tomam outras proporções. Mesmo. Tanto que até uma inevitável “pescada” é enfrentada a unhas e dentes.

Aliás, não é só uma cochilada inocente que pode tornar uma aula totalmente um zero a esquerda em termos de aprendizagem. Há tantas outras formas inúteis de se gastar o tempo na escola. Até mesmo formas que rendam risos e risos e mais risos.

No colegial, eu e minha classe toda, num contexto geral, éramos ótimos no quesito“WTF o professor falou hoje?”. Achei este vídeo, feito em 2008, que ilustra exatamente essa qualidade linda que nós tínhamos de não prestar atenção, mas passar de ano anyway.

Nota Mental: Mas, pois bem, dona May... Essa época passou, então chega de tirar soneca na aula e foco, guria! Foco!

Créditos: A gatinha do vídeo é minha amiga Laly, caso alguém queira saber.

- Silly May. às 16h02
Categoria: Desabafos de Dondoca


O Retorno e as Inconsistências.

 
 

O Retorno e as Inconsistências.

(Postado originalmente em 17 de março de 2010)

Vida nova é uma coisa que revigora até a alma, amores.

Sim, aparentemente eu ainda estou viva, respirando e até digitando. Vejam só que coisa mara. Se sumi, culpem não só a minha preguiça absurda, que até leva culpa no cartório, mas também essa mania fenomenal de ter ataques de pelanca e crises de surtos por motivos diversos. E convenhamos que terceirão, viagem pra Porto Seguro, férias suínas, formatura do colegial, vestibulares, mudança para outro estado e adaptação à vida nova podem deixar até o professor Xavier de cabelo em pé e madres à beira de ataques de nervos.

Mas agora, ao que parece, eu estou de volta. Talvez para compartilhar com vocês um pouco do que é a minha nova vida, que, por sinal, ‘tá me saindo tão boa quanto eu sempre imaginei que seria, ou talvez apenas para desabafar, deste meu modo meio despreocupado, sobre qualquer historinha sem pé nem cabeça que a gente acaba vivendo pelas ruas e bares da vida.

Agora, mudando drasticamente de assunto e partindo pro post em si: Você já se deparou com alguma coisa absurdamente inconsistente e extremamente engraçada por aí?

Pois bem, ultimamente ando reparando tanto e em tantas dessas coisas que é de cair o cu da bunda, viu?

Chaveiros "24 horas" e Requerimentos de emprego sem pé nem cabeça são a nossa linda "pauta" para o post de hoje.

Quer dizer, você está andando pela cidade, toda pirilampa e feliz, após tomar um copo de milk shake da barraquinha perto de sua casa. Você, toda distraída, pensando em qual dos trocentos e sessenta e nove esmaltes vai passar nas unhas assim que se jogar no pufe da sala... Parece incrível que certas coisas consigam entrar no seu campo de visão sempre. Não adianta fugir.

"CHAVEIRO 24 HORAS", escrito em uma daquelas "portas de correr" que fecham de cima para baixo – como as de bancas de revista, sabem?

Ok, vamos analisar a situação: A porta estava fechada. Aliás, esse é única maneira pela qual qualquer passante pudesse ler o que você leu escrito na porta. Pois é, você não entendeu errado. Você só conseguiria descobrir que o chaveiro trabalha "24 horas" quando ele estivesse fechado.

E aí eu me pergunto: Por que raios alguém faz uma arte dessas? Quais são as malditas 24 horas em que você trabalha, tio?

Outro desses absurdos do cotidiano "cruzou meu caminho" no ônibus para a universidade ainda outro dia.

Imagine ler um cartaz de "Procura-se cobrador de ônibus" cujo primeiro requisito fosse "Ensino Médio Incompleto". I mean... Como isso aí pode ser um requisito? Se não é necessário ter Ensino Médio, nem coloca no anúncio, né, benhê?! Ou então vai ver que incompleto virou sinônimo de completo e eu nem ‘to sabendo ainda. Hm... Não.

Para completar a "sena" (sim, com "S". Só pra reviver os bons tempos de Sasha no Twitter. LOL), logo abaixo vinha: "Candidatos devem apresentar RG, CPF eComprovante de Escolaridade". Comprovante de Escolaridade da casa do caralho, né, meu filho?

Aliás, só porque esse "sena" me fez lembrar: Qual é o grande complexo de Sasha dos brasileiros de achar que tudo fica certo com "s"? É realmente algo intrigante. Até porque "Fasso serca" e "Fassa vosê mesmo" são só alguns exemplos de absurdos que se lê por aí em qualquer boteco de esquina, chapa de caminhão ou porteirinha de chácara mambembe na estrada para Arealva.

É cada uma que a gente vê por esse mundão afora...

E você? Já viu alguma dessas "pérolas" do mundo moderno por aí?

- Silly May. às 16h00
Categoria: What the fuck?


Motivo para Sorrir.

 
 

Motivo para Sorrir.

(Postado originalmente em 15 de julho de 2009)

E ainda há poucos dias me peguei pensando em como sorrir se a sua felicidade é fabricada a cada dia, provinda de tudo aquilo que não te faz sorrir assim.

Acredito que todos já tenham passado por uma fase assim, quando
 tudo o que você quer é se trancar na porra do seu quarto, com um caderno e um lápis, nem que seja só pra rabiscar idiotices sem nexo. Ou até mesmo para picotar folhas usadas de papel.

E, então, você pensa que não tem como absolutamente nada te fazer sorrir. E você começa a procurar por aquela coisa qualquer que te faça sentir que pode sorrir todo dia de forma natural.

Música atrai sorrisos.

Os gostos podem ser diferentes. Têm que ser diferentes. Cada um tem um ritmo, uma batida, uma voz que lhe faz brotar sorriso nos lábios.

É como
 conquista. É uma conexão que vai além do físico, pessoal ou humano. Música é uma conexão para todos.

Se me perguntarem o que me faz sorrir, especificamente... Bem, eu me sinto acolhida em batidas fortes, e forte em melodias acolhedoras. Atraio-me por vozes calmas e gritos maníacos.

Se me perguntarem, digo que há um quê maníaco e uma criança dentro de mim, e acredito poder dividir a sensação com muitos.

Caso me pergunte, digo que o
 amor de verdade, aquele que deixa de ser um encontro e se torna conquista imediata, é algo que toca em tom de melodia.

- Silly May. às 15h57
Categoria: Desabafos de Dondoca


Te faz sentir...?

 
 

Te faz sentir...?

(Postado originalmente em 21 de maio de 2009)

Gritaria, povo todo pulando, aquele cheiro de maconha vindo de todas as direções possíveis e a galerinha, que normalmente são suas amigas ou até mesmo você x.x, gritando coisas absurdas no intervalo entre as músicas...

Falando assim nem sei o que deve parecer, mas a descrição acima é de um show qualquer.

Quando você ‘tá lá, no meio daquela agitação toda que te faz tão bem, gritando mais que sei lá o que, girando os cabelos enquanto pula de um lado pro outro com sua amiga louca, esbarrando em pessoas totalmente random que te olham como se você precisasse de um rehab, é nesses momentos que você se sente tão livre quanto poderia.

E quando a mesma amiga insana que ‘tava punkeando com você cai no meio da pista cheia de gente estranha e você tenta ajudá-la a levantar, mas não consegue porque balançou tanto a cabeça que ficou zonza?

Não sei como alguém pode se arriscar a dizer que isso tudo “não vale a pena”.

Pode ser seu ídolo no palco, alguém que inspira todo aquele amor platônico que gostamos tanto... Ou não. Mesmo que seja vendo o show daquela banda da sua cidade que tem a música com refrão mais grudento que, na primeira vez que você escuta, parece que você nunca mais vai esquecer, esquecer, eu nunca irei te esquecer...(8), ainda assim a empolgação do momento é contagiante.

Você olha pro lado e vê aquelas garotinhas gritando como se quisessem arremessar o coração no palco pela garganta e, quando você vê, já está gritando tão histericamente quanto elas, se não mais. E isso é bom porque, de certo modo você extravasa todo e qualquer incômodo que estivesse te atormentando.

E o que podemos tirar de tudo isso, crianças? Que aloprar de modo saudável é sempre bom. Com moderação.

- Silly May. às 15h55
Categoria: Desabafos de Dondoca


Nostalgia do Amanhã.

 
 

Nostalgia do Amanhã.

(Postado originalmente em 6 de abril de 2009)

Surpreendi-me esses dias notando o quão nostálgica eu sou. Digo, pra tudo.
Vivo remoendo histórias dos anos passados, querendo poder voltar a algum momento específico, não pra mudá-lo, só para poder vivê-lo novamente.

Então, outro dia, aqui estava eu, conversando com um amigo sobre filmes que marcaram nossa época de infância. Chega a ser incrível o quanto eu ainda me afeto com as mesmas músicas, os mesmos personagens...

Desde então, não passo um dia sem ouvir “I’ll make a man out of you”, tema do filmeMulan. Se você tiver mais ou menos a mesma idade que eu, deve se lembrar bem (eu espero). É a música que toca durante o treinamento deles no exército chinês. A versão em qualquer língua é linda e tem um refrão incrivelmente poderoso, que eu, quando mais nova só tinha notado inconscientemente.

“Seremos rápidos como um rio
Com força igual a de um tufão
Na alma sempre uma chama acesa
Que a luz do luar nos traga inspiração”.

Como boa fã e baba-ovo dos filmes antigos da Disney, não tenho como não ficar toda indignada com como eles fazem uma música linda dessas, um filme lindo desses e a “nova geração”, de uns 11 anos para menos, simplesmente acha o filme chatoporque é em 2D e sem efeitos.

Conversando com meu irmão esses dias, notei que, realmente, a geração dele é muito diferente da minha, mesmo que o intervalo entre elas seja de míseros 5 anos.

Eu, que com 9 anos sabia de cabeça todas as falas e as músicas de Mulan e Rei Leão 2 e assistia Castelo Rá-Tim-Bum, Chaves e Chapolin todas as tardes, não consigo entender qual é a graça em desenhos como Ben 10 ou até mesmo nas milhares de novas temporadas de Power Rangers.

E mais, será que eu era a única que, até os 12 anos brincava de boneca e tinha dezesseis – isso mesmo, dezesseis! – amigos imaginários?

E hoje em dia eu observo os amigos e amigas do meu irmão e eles parecem tão insuportáveis, mal-educados e toscamente prematuros. E sim, eu culpo esses malditos desenhos sem conteúdo de hoje em dia.

Se a situação continuar assim, vou começar a ser a favor do controle de natalidade logo, logo, porque, francamente, não quero nem imaginar a quantas estaremos quando eu quiser ter um filho.

Vamos ter que produzir criancinhas sintéticas. Isso sim. 

- Silly May. às 15h52
Categoria: Desabafos de Dondoca


Eu prefiro o agora.

 
 

Eu prefiro o agora.

(Postado originalmente em 30 de março de 2009)

Já venho dizer que há muito não me lembrava do que era um fim de semana.

Estar há três anos sem nem poder lembrar o que é uma sexta-feira à noite é realmente digno de pena, mas, se querem saber, sair numa sexta à noite com amigos que você há muito não via pra ir a um lugar onde você nunca havia ido acaba tornando a noite ainda mais mágica.

Ainda mais quando você sabe que deveria estar dormindo para, na manhã seguinte, não babar sobre o caderno de Contabilidade, implorando por um intervalo pra comprar café na cantina.

Um bom fim de semana atinge níveis estelares altíssimos de empolgação momentânea.

Chegar ao sábado à noite, morta de sono por ter saído na sexta e, consequentemente dormido na aula no outro dia antes da dose milagrosa de café, causa uma sensação inexplicável de VIDA.

É absolutamente incrível o quanto é bom rir do seu amigo estranho ciscando dançando no tapete de dança do PlayStation 2 à uma da manhã, quando você já se entupiu de comida e refrigerante e já riu absurdos da sua melhor amiga que, além de deitar no seu colo, manda seu namorado ir buscar bolo.

E é sempre nessas horas que você para pra pensar se vale a pena largar a vida social pra estudar durante todo o ano pra prestar vestibular.

Fazem isso parecer o acontecimento da sua vida, quando, na real, a sua vida ‘tá passando por ti enquanto você se mata pra descobrir se deve usar a fórmula de MU ou MUV pra resolver a merda do exercício de física que ‘tá te fazendo perder a cabeça.

Eu não pretendo e nem tenho moral pra sair serelepando e distribuindo flores, mandando as pessoas aproveitarem a vida agora, mas só digo que não parece racional perder o último ano de colegial, quando tu poderias estar curtindo os seus amigos, que, talvez, nunca mais consiga reunir quando o ano acabar. E deixar de curtir os amigos pra se enterrar em livros?

C’mon! “You won’t be seventeen forever”.

- Silly May. às 15h49
Categoria: Desabafos de Dondoca


Folia Generalizada. É.

 
 

Folia Generalizada. É.

(Postado originalmente em 25 de Fevereiro de 2009)

Carnaval.

Cultura? Sim.

“Faz parte do que representa ser brasileiro”, foi o que me disseram quando perguntei por que raios deveria desligar o computador para ver o desfile das Escolas de Samba pela Globo.

Acabei por me desligar aqui da internet, morrendo de sono, e resolvi, já que santos me atormentariam por toda a Quarta-Feira de Cinzas se eu não o fizesse, ligar a televisão do quarto no desfile durante alguns minutos.

Certo, a cor do Carnaval é algo que me fascina. A alegria, aquela energia, aquele fogo, aquela vontade de ficar todo espremido em meio a milhares de pessoas pra ver a Ivete passar em Salvador...

Acho lindo, mas não entendo. Aliás, talvez nem mesmo as pessoas que lá se encontram entendam. Parece-me algo passional. Sim, eu acho isso tudo fenomenal.

E então, durante a Apuração de Notas das Escolas ontem à tarde, estava eu conversando com a Jany pelo MSN e, ok, vê-la toda entusiasmada torcendo pra Escola que ela apoia me fez pensar. Por que eu não pude nascer com esse amor dos brasileiros por Carnaval, futebol... Não mata, não engorda e não faz mal?

Não me acho nem um pouco especial por isso. Se milhares... Milhões de brasileiros amam o Carnaval e toda essa folia, há também milhões que não conseguem ou não querem gostar. É.

E é aí que eu vejo, em meio a toda essa folia momentânea, gringos. Gringos!

Pois bem, se o Carnaval “faz parte do que representa ser brasileiro”, o que fazem aqui os gringos?

Fascinados por nossa Cultura? Talvez.

Fascinados por brasileiros? Talvez.

Fascinados por bundas brasileiras? ... É sempre uma possibilidade, né? Rs.

O que move uma pessoa do Japão, Áustria, ou de onde quer que venha, para o Brasil, em plena confusão generalizada que É o Carnaval? Não, eu realmente não entendo... Mas queria entender.

A “alegria contagiante” me encanta mas, de fato, não contagia. E sigo aqui, respondendo scraps no Orkut. AIM e MSN ligados enquanto ouço Lady Marmalade e edito detalhes dessa droga de texto pra postar.

Sim, ficou uma droga, eu sei. Mas, se querem saber, não culpem a mim. A culpa, amigos, é da Quarta-Feira de Cinzas. Bem humorado

- Silly May. às 15h45
Categoria: Discorra sobre...


Sobre cachorros, vacas e a sua vizinha...

 
 

Sobre cachorros, vacas e a sua vizinha...

(Postado originalmente em 26 de Janeiro de 2009)

E você já se pegou por aí dizendo que ama os animais na porta do açougue, na fila da seção de carnes do mercado ou sentado na sua churrascaria preferida, saboreando uma asquerosa carne de vitela?
Pois é. Mas não se preocupe, você se assustaria com o número de pessoas que vejo por aí fazendo o mesmo.
“Do que essa garota ‘tá falando?”, você deve se perguntar.
Bem, às vezes até que é necessário ser um pouco mais direta do que eu sou, então, deixe-me esclarecer...
Será que você e o lindo bife de alcatra que você comeu no almoço tem noção do quanto isso parece contraditório para um vegetariano ou qualquer pessoa que realmente pare pra sacudir as ideias e pensar?
Analise por esse ponto: Então você ama os animais e contribui para um comércio que quer vê-los fatiados, literalmente.
Nonsense? Pois bem... Olhe bem para o seu cachorro e imagine o que raios tem ele de diferente de uma vaca? O lance do Mu, au au, ou seja lá que tipo de onomatopéia emite seu bichinho? Algo a mais? Tamanho? Fato. Só.
E vamos mais longe... Agora imagine a pobre vaquinha, ruminando pelo pasto da fazenda, e compare-a a um ser humano qualquer. Aquela filha da p#@$ da sua vizinha que liga Chitãozinho e Xororó toda santa segunda-feira à tarde enquanto lava a calçada e parece que deseja partilhar seu gosto musical com o mundo, ou ao menos a vizinhança...
Ok, fugi do foco. Voltemos... Compare a vaca com qualquer ser humano e releve a parte estética. O que temos de diferente?
As vacas não pensam, só tem instintos. Certo, certo. E olhe, na minha humilde opinião, pensam sim. Lógico, não pensam como nós. Ninguém aqui ‘tá dizendo que uma vaca lê Shakespeare ou vai sair por aí resolvendo equações matemáticas e blábláblá.
Digo que uma parte importante é que os animais tem personalidades divergentes.
Não concorda. Ok, compare o seu cachorro com o cachorro da sua avó, do seu vizinho, da sua melhor amiga, do seu namorado... Eu tenho certeza de que eles não agem da mesma maneira. Então, se os animais estão sujeitos a variações comportamentais, assim como os humanos, eles são indivíduos.
Eu não acho que vá fazer alguém parar de comer carne com isso, só espero que você pare, pense e fique se remoendo por alguns segundos antes de comer seu próximo hambúrguer ou cachorro-quente.
Aliás... Isso abriria pauta para outro texto. De onde, afinal, vêm as salsichas? O.o

  Go Vegetarian, guys! \o\

- Silly May. às 15h42
Categoria: Discorra sobre...


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Silly May.
Estudante tosca e aspirante a jornalista.
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