Motivo para sorrir

E ainda há poucos dias me peguei pensando em como sorrir se a sua felicidade é fabricada a cada dia, provinda de tudo aquilo que não te faz sorrir assim.

Acredito que todos já tenham passado por uma fase assim, quando tudo o que você quer é se trancar na porra do seu quarto, com um caderno e um lápis, nem que seja só pra rabiscar idiotices sem nexo. Ou até mesmo para picotar folhas usadas de papel.

E, então, você pensa que não tem como absolutamente nada te fazer sorrir. E você começa a procurar por aquela coisa qualquer que te faça sentir que pode sorrir todo dia de forma natural.

Música atrai sorrisos.

Os gostos podem ser diferentes. Têm que ser diferentes. Cada um tem um ritmo, uma batida, uma voz que lhe faz brotar sorriso nos lábios.

É como conquista. É uma conexão que vai além do físico, pessoal ou humano. Música é uma conexão para todos.

Se me perguntarem o que me faz sorrir, especificamente... Bem, eu me sinto acolhida em batidas fortes, e forte em melodias acolhedoras. Atraio-me por vozes calmas e gritos maníacos.

Se me perguntarem, digo que há um quê maníaco e uma criança dentro de mim, e acredito poder dividir a sensação com muitos.

Caso me pergunte, digo que o amor de verdade, aquele que deixa de ser um encontro e se torna conquista imediata, é algo que toca em tom de melodia.

- Silly May. às 14h50

Te faz sentir...?

 

Gritaria, povo todo pulando, aquele cheiro de maconha vindo de todas as direções possíveis e a galerinha, que normalmente são suas amigas ou até mesmo você x.x, gritando coisas absurdas no intervalo entre as músicas...

Falando assim nem sei o que deve parecer, mas a descrição acima é de um show qualquer.

Quando você ‘tá lá, no meio daquela agitação toda que te faz tão bem, gritando mais que sei lá o que, girando os cabelos enquanto pula de um lado pro outro com sua amiga louca, esbarrando em pessoas totalmente random que te olham como se você precisasse de um rehab, é nesses momentos que você se sente tão livre quanto poderia.

E quando a mesma amiga insana que ‘tava punkeando com você cai no meio da pista cheia de gente estranha e você tenta ajudá-la a levantar, mas não consegue porque balançou tanto a cabeça que ficou zonza?

Não sei como alguém pode se arriscar a dizer que isso tudo “não vale a pena”.

Pode ser seu ídolo no palco, alguém que inspira todo aquele amor platônico que gostamos tanto... Ou não. Mesmo que seja vendo o show daquela banda da sua cidade que tem a música com refrão mais grudento que, na primeira vez que você escuta, parece que você nunca mais vai esquecer, esquecer, eu nunca irei te esquecer...(8), ainda assim a empolgação do momento é contagiante.

Você olha pro lado e vê aquelas garotinhas gritando como se quisessem arremessar o coração no palco pela garganta e, quando você vê, já está gritando tão histericamente quanto elas, se não mais. E isso é bom porque, de certo modo você extravasa todo e qualquer incômodo que estivesse te atormentando.

E o que podemos tirar de tudo isso, crianças? Que aloprar de modo saudável é sempre bom. Com moderação.

 

- Silly May. às 17h57

Nostalgia do Amanhã

Surpreendi-me esses dias notando o quão nostálgica eu sou. Digo, pra tudo.
Vivo remoendo histórias dos anos passados, querendo poder voltar a algum momento específico, não pra mudá-lo, só para poder vivê-lo novamente.

Então, outro dia, aqui estava eu, conversando com um amigo sobre filmes que marcaram nossa época de infância. Chega a ser incrível o quanto eu ainda me afeto com as mesmas músicas, os mesmos personagens...

Desde então, não passo um dia sem ouvir “I’ll make a man out of you”, tema do filme Mulan. Se você tiver mais ou menos a mesma idade que eu, deve se lembrar bem (eu espero). É a música que toca durante o treinamento deles no exército chinês. A versão em qualquer língua é linda e tem um refrão incrivelmente poderoso, que eu, quando mais nova só tinha notado inconscientemente.

“Seremos rápidos como um rio
Com força igual a de um tufão
Na alma sempre uma chama acesa
Que a luz do luar nos traga inspiração”.

Como boa fã e baba-ovo dos filmes antigos da Disney, não tenho como não ficar toda indignada com como eles fazem uma música linda dessas, um filme lindo desses e a “nova geração”, de uns 11 anos para menos, simplesmente acha o filme chato porque é em 2D e sem efeitos.

Conversando com meu irmão esses dias, notei que, realmente, a geração dele é muito diferente da minha, mesmo que o intervalo entre elas seja de míseros 5 anos.

Eu, que com 9 anos sabia de cabeça todas as falas e as músicas de Mulan e Rei Leão 2 e assistia Castelo Rá-Tim-Bum, Chaves e Chapolin todas as tardes, não consigo entender qual é a graça em desenhos como Ben 10 ou até mesmo nas milhares de novas temporadas de Power Rangers.

E mais, será que eu era a única que, até os 12 anos brincava de boneca e tinha dezesseis – isso mesmo, dezesseis! – amigos imaginários?

E hoje em dia eu observo os amigos e amigas do meu irmão e eles parecem tão insuportáveis, mal-educados e toscamente prematuros. E sim, eu culpo esses malditos desenhos sem conteúdo de hoje em dia.

Se a situação continuar assim, vou começar a ser a favor do controle de natalidade logo, logo, porque, francamente, não quero nem imaginar a quantas estaremos quando eu quiser ter um filho.

Vamos ter que produzir criancinhas sintéticas. Isso sim. 

- Silly May. às 20h44

Eu prefiro o agora.

 

Já venho dizer que há muito não me lembrava do que era um fim de semana.

Estar há três anos sem nem poder lembrar o que é uma sexta-feira à noite é realmente digno de pena, mas, se querem saber, sair numa sexta à noite com amigos que você há muito não via pra ir a um lugar onde você nunca havia ido acaba tornando a noite ainda mais mágica.

Ainda mais quando você sabe que deveria estar dormindo para, na manhã seguinte, não babar sobre o caderno de Contabilidade, implorando por um intervalo pra comprar café na cantina.

Um bom fim de semana atinge níveis estelares altíssimos de empolgação momentânea.

Chegar ao sábado à noite, morta de sono por ter saído na sexta e, consequentemente dormido na aula no outro dia antes da dose milagrosa de café, causa uma sensação inexplicável de VIDA.

É absolutamente incrível o quanto é bom rir do seu amigo estranho ciscando dançando no tapete de dança do PlayStation 2 à uma da manhã, quando você já se entupiu de comida e refrigerante e já riu absurdos da sua melhor amiga que, além de deitar no seu colo, manda seu namorado ir buscar bolo.

E é sempre nessas horas que você para pra pensar se vale a pena largar a vida social pra estudar durante todo o ano pra prestar vestibular.

Fazem isso parecer o acontecimento da sua vida, quando, na real, a sua vida ‘tá passando por ti enquanto você se mata pra descobrir se deve usar a fórmula de MU ou MUV pra resolver a merda do exercício de física que ‘tá te fazendo perder a cabeça.

Eu não pretendo e nem tenho moral pra sair serelepando e distribuindo flores, mandando as pessoas aproveitarem a vida agora, mas só digo que não parece racional perder o último ano de colegial, quando tu poderias estar curtindo os seus amigos, que, talvez, nunca mais consiga reunir quando o ano acabar. E deixar de curtir os amigos pra se enterrar em livros?

C’mon! “You won’t be seventeen forever”.

 

- Silly May. às 20h01

Folia Generalizada. É.

Carnaval.

Cultura? Sim.

“Faz parte do que representa ser brasileiro”, foi o que me disseram quando perguntei por que raios deveria desligar o computador para ver o desfile das Escolas de Samba pela Globo.

Acabei por me desligar aqui da internet, morrendo de sono, e resolvi, já que santos me atormentariam por toda a Quarta-Feira de Cinzas se eu não o fizesse, ligar a televisão do quarto no desfile durante alguns minutos.

Certo, a cor do Carnaval é algo que me fascina. A alegria, aquela energia, aquele fogo, aquela vontade de ficar todo espremido em meio a milhares de pessoas pra ver a Ivete passar em Salvador...

Acho lindo, mas não entendo. Aliás, talvez nem mesmo as pessoas que lá se encontram entendam. Parece-me algo passional. Sim, eu acho isso tudo fenomenal.

E então, durante a Apuração de Notas das Escolas ontem à tarde, estava eu conversando com a Jany pelo MSN e, ok, vê-la toda entusiasmada torcendo pra Escola que ela apoia me fez pensar. Por que eu não pude nascer com esse amor dos brasileiros por Carnaval, futebol... Não mata, não engorda e não faz mal?

Não me acho nem um pouco especial por isso. Se milhares... Milhões de brasileiros amam o Carnaval e toda essa folia, há também milhões que não conseguem ou não querem gostar. É.

E é aí que eu vejo, em meio a toda essa folia momentânea, gringos. Gringos!

Pois bem, se o Carnaval “faz parte do que representa ser brasileiro”, o que fazem aqui os gringos?

Fascinados por nossa Cultura? Talvez.

Fascinados por brasileiros? Talvez.

Fascinados por bundas brasileiras? ... É sempre uma possibilidade, né? Rs.

O que move uma pessoa do Japão, Áustria, ou de onde quer que venha, para o Brasil, em plena confusão generalizada que É o Carnaval? Não, eu realmente não entendo... Mas queria entender.

A “alegria contagiante” me encanta mas, de fato, não contagia. E sigo aqui, respondendo scraps no Orkut. AIM e MSN ligados enquanto ouço Lady Marmalade e edito detalhes dessa droga de texto pra postar.

Sim, ficou uma droga, eu sei. Mas, se querem saber, não culpem a mim. A culpa, amigos, é da Quarta-Feira de Cinzas. Bem humorado

- Silly May. às 11h22

Sobre cachorros, vacas e a sua vizinha...

 

  E você já se pegou por aí dizendo que ama os animais na porta do açougue, na fila da seção de carnes do mercado ou sentado na sua churrascaria preferida, saboreando uma asquerosa carne de vitela?

  Pois é. Mas não se preocupe, você se assustaria com o número de pessoas que vejo por aí fazendo o mesmo.

  “Do que essa garota ‘tá falando?”, você deve se perguntar.

  Bem, às vezes até que é necessário ser um pouco mais direta do que eu sou, então, deixe-me esclarecer...

  Será que você e o lindo bife de alcatra que você comeu no almoço tem noção do quanto isso parece contraditório para um vegetariano ou qualquer pessoa que realmente pare pra sacudir as ideias e pensar?

  Analise por esse ponto: Então você ama os animais e contribui para um comércio que quer vê-los fatiados, literalmente.

  Nonsense? Pois bem... Olhe bem para o seu cachorro e imagine o que raios tem ele de diferente de uma vaca? O lance do Mu, au au, ou seja lá que tipo de onomatopéia emite seu bichinho? Algo a mais? Tamanho? Fato. Só.

  E vamos mais longe... Agora imagine a pobre vaquinha, ruminando pelo pasto da fazenda, e compare-a a um ser humano qualquer. Aquela filha da p#@$ da sua vizinha que liga Chitãozinho e Xororó toda santa segunda-feira à tarde enquanto lava a calçada e parece que deseja partilhar seu gosto musical com o mundo, ou ao menos a vizinhança...

  Ok, fugi do foco. Voltemos... Compare a vaca com qualquer ser humano e releve a parte estética. O que temos de diferente?

  As vacas não pensam, só tem instintos. Certo, certo. E olhe, na minha humilde opinião, pensam sim. Lógico, não pensam como nós. Ninguém aqui ‘tá dizendo que uma vaca lê Shakespeare ou vai sair por aí resolvendo equações matemáticas e blábláblá.

  Digo que uma parte importante é que os animais tem personalidades divergentes.

  Não concorda. Ok, compare o seu cachorro com o cachorro da sua avó, do seu vizinho, da sua melhor amiga, do seu namorado... Eu tenho certeza de que eles não agem da mesma maneira. Então, se os animais estão sujeitos a variações comportamentais, assim como os humanos, eles são indivíduos.

  Eu não acho que vá fazer alguém parar de comer carne com isso, só espero que você pare, pense e fique se remoendo por alguns segundos antes de comer seu próximo hambúrguer ou cachorro-quente.

  Aliás... Isso abriria pauta para outro texto. De onde, afinal, vêm as salsichas? O.o

  Go Vegetarian, guys! \o\

 

- Silly May. às 21h49

Who?

Silly May.
Estudante tosca.
16 anos.
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